Dando asas à informação

Retratos raros de imigrantes de Nova York feitos entre 1906 e 1914 revelam a diversidade de suas roupas e culturas

Se você está pensando que Nova York é um caldeirão de culturas diferentes hoje, deveria tê-la visto cem anos atrás.

Foi nessa época que imigrantes de todo o mundo, com diversas origens culturais, chegaram para plantar a semente do sonho americano em Ellis Island.

Graças ao secretário-chefe e fotógrafo amador de Ellis Island, Augustus Francis Sherman, agora somos capazes de testemunhar a incrível diversidade entre as 12 milhões de pessoas que imigraram para os EUA entre 1892 e 1954.

As fotos abaixo, especificamente, foram feitas entre 1906 e 1914. As pessoas geralmente chegavam com todos os objetos de valor que possuíam, vestidas com suas melhores roupas.

O pessoal do Dynamichrome conseguiu melhorar estes cliques inestimáveis, colorindo-os, e fornecendo um fundo cultural por trás das vestimentas. O projeto se tornou o livro “The Paper Time Machine”.

1. Guadalupe – 1911

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-18

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-19
O chapéu usado nesta foto possui um padrão conhecido como tartan, que surgiu na Idade Média, na Índia. Mais tarde, influenciou os britânicos que colonizaram a região, e o tecido fez o seu caminho até o Caribe ocupado pelos franceses. Sua decoração em muitos casos era indicativa do status de casado da pessoa que o vestia.

2. Romênia – 1910

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-8

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-9
Este crojoc em particular – um casaco de pele de carneiro com mangas bordadas – é muito mais leve do que a versão de pastor, tornando-o mais prático, sugerindo que a pessoa que o usa é da classe trabalhadora, dada a falta de decoração e chapéu de palha. O colete, conhecido como pieptar, é usado por homens e mulheres.

3. Lapônia – 1910

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-32

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-1
Gákti é o traje tradicional do povo sami que habita as regiões árticas que vão desde o norte da Noruega até a península de Kola, na Rússia. Tradicionalmente feito de couro de rena e lã, veludo e seda também podem ser usados, com o pulôver (normalmente azul) a ser complementado com broches e joias. As decorações são específicas da região. O gákti é utilizado em contextos cerimoniais, como casamentos, mas também serve para trabalhar com um rebanho de renas.

4. Romênia – 1906

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-24

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-25
O manto de pastor tradicional é conhecido como sarica. Feito a partir da lã de três ou quatro ovelhas, vai geralmente até abaixo do joelho. Pele de carneiro também pode ser usada, adicionando-se tiras de couro e outros elementos decorativos. Este exemplo em particular provavelmente não era usado para fins práticos, dada a quantidade de decoração.

5. Rus – 1906

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-30

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-31
A mulher retratada habitava historicamente o que era chamado de reino do Rus, que cobria o território do que são hoje países modernos de língua eslava. Este exemplo de vestido tradicional consistia em uma camisa e saia feitas de linho, bordadas com padrões florais. O colete é de pele de carneiro.

6. Índia – 1911

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-20

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-21
O topi (o chapéu) é usado em todo o subcontinente indiano com muitas variações regionais e significados culturais, e é especialmente popular em comunidades muçulmanas, onde é conhecido como taqiyah.

7. Itália – 1910

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-22

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-23
Este vestido tradicional era provavelmente caseiro e cobria os tornozelos. Xales e véus também eram uma característica comum, e um avental decorado com brocados florais era usado em ocasiões especiais, como casamentos.

8. Holanda – 1910

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-12

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-13
O gorro, sem dúvida um dos aspectos mais reconhecíveis do vestido tradicional holandês, era geralmente feito de algodão branco ou renda, e às vezes tinha abas ou asas. O resto do traje varia regionalmente.

9. Alsácia-Lorraine – 1906

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-26

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-27
Vindo da região de língua germânica da Alsácia (agora França moderna), o grande laço, conhecido como schlupfkàpp, era usado por mulheres solteiras. Também significava a religião do portador: preto para protestantes, enquanto católicos favoreciam cores claras.

10. Dinamarca – 1909

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-10

colorized-photos-immigrants-dynamichrome-augustus-francis-sherman-11
O dinamarquês se vestia de forma simples, com roupas mais decoradas para ocasiões especiais, como casamentos ou missas aos domingos. Tal como acontece com muitas nações antes da industrialização em massa, grande parte do vestuário era caseiro ou feito por um tecelão profissional. Os homens muitas vezes usavam várias camisas debaixo de seus casacos, adicionando botões de prata e outros detalhes decorativos para indicar riqueza. [BoredPanda]

Comente

Your email address will not be published. Required fields are marked *