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Viagem é para melhorar sua saúde e não o contráiro

seguro viagem

As festas de reveillon marcam, para boa parte da população, o início da temporada de férias. Os preparativos para a tão esperada viagem para descanso e lazer exigem uma dedicação exclusiva. Reservar hotel ou alugar uma casa para o veraneio. A escolha do meio de transporte e o roteiro da viagem. Tudo é importante. No entanto, antes de fazer as malas, é necessário considerar alguns cuidados com a saúde que vão assegurar tranquilidade e bem-estar durante o período de descanso. Isso porque todos aqueles que cruzam as estradas, os ares e os oceanos, dependendo do destino, estão sujeitos a doenças infecciosas. Os males podem ir de uma simples diarréia a patologias mais sérias como malária e meningite.

Seguro Viagem

Este deve ser um dos ítens importantes a considerar: Fazer um com seguro de viagem. O custo costuma ser relativamente baixo e é uma garantia a mais que você não passará por apuros sérios ao enfrentar um sistema de saúde fora da sua pátria. Seguro para viagem costuma cobrir despesas médicas, diárias de hospital e até acompanhante. Muitos seguros de viagem cobrem estadia e até transporte para acompanhante. Caso você queira viajar para o velho mundo é bom fazer um seguro viagem Europa e um seguro internacional. O seguro Europa deverá cobrir o que já dissemos anteriormente. Este tipo de seguro internacional e seguro viagem internacional te resguarda caso você seja vítima de furto, roubo, perda de bagagem, etc.

Conforme a Organização Mundial do Turismo, na última década, o número de viajantes bateu a marca dos 900 milhões -um numero expressivo que sinaliza, também, a multiplicação de pessoas suscetíveis aos problemas de saúde típicos de viajantes e a rápida disseminação de doenças transmissíveis. A globalização e a facilidade de transporte são apontadas como os principais fatores que contribuíram para este crescimento. Em contrapartida, fizeram com que as pessoas ficassem mais suscetíveis a ter problemas típicos de viajante. Nas férias de verão no hemisfério Sul, esses riscos tendem a se tornar maiores por conta da grande circulação de pessoas.

Imunização

De cada 100 mil pessoas que viajam anualmente, 50% experimentam algum tipo de problema de saúde, de acordo com a Sociedade Internacional de Medicina do Viajante. Diferentes destinos apresentam diferentes tipos de vírus e bactérias aos quais o organismo não está habituado. “Com isso, o sistema imunológico demora a reagir e as pessoas adoecem mais facilmente”, explica a infectologista Eliana Bicudo, especialista em doenças infecciosas e parasitarias.

Grande parte das doenças que acometem viajantes podem ser evitadas com a imunização. Esse é o caso da febre amarela, febre tifóide, hepatite A, meningite C e até mesmo da gripe (influenza). De acordo com a especialista, ao traçar o itinerário o turista deve considerar uma avaliação médica prévia, na qual o infectologista avaliará a eventual necessidade de vacinação. “O ideal é que a consulta seja realizada pelo menos 30 dias antes da partida, até que as vacinas indicadas possam fazer efeito”, orienta.

Doenças cardiovasculares

Entre as doenças mais comuns em viajantes estão aquelas transmitidas por águas e alimentos contaminados (hepatite, febre tifóide e cólera) e as transmitidas por picadas de insetos (dengue, malária e febre amarela), alerta Jaime Rocha, infectologista do Frischmann Aisengart/DASA e do Hospital Vita. Para evitar problemas de saúde, o médico dedicado a esse segmento avalia as condições físicas do paciente antes da partida, prescrevendo um programa de vacinação e alertando sobre as precauções a serem tomadas.

De acordo com o infectologista, o trabalho do médico de viajantes se desenvolve a partir do local da visita, tempo de permanência, época do ano, meio de transporte, hábitos locais, tipo de turismo desenvolvido (de lazer, negócios, ecoturismo) e características do viajante (origem, idade, doenças preexistentes). “As doenças cardiovasculares ainda são as que mais atingem os viajantes, seguidas das doenças infecciosas e tropicais”, completa Jaime Rocha.

Quadros depressivos que se agravam

O final do ano nem sempre é um período de alegria para muitas pessoas. Poucos imaginam, mas é muito comum aumentar os casos de depressão ou agravamento da doença nesta época. Isso porque, a reunião de família torna-se cenário para lembrar e sofrer novamente pela morte de uma pessoa querida, a chegada do último dia do ano lembra os planos estabelecidos e não cumpridos. Situações negativas passam a ser revividas com mais intensidade.

Não existem dados de pesquisa consistentes, mas de acordo com o psiquiatra Acioly Lacerda, as alegações mais presentes na prática clínica estão relacionadas às situações que causaram sofrimento. Além disso, é nessa época do ano que as pessoas se cobram mais e se questionam por não terem alcançado algum objetivo, por exemplo. Toda essa ansiedade e cobrança gera estresse, contribuindo para o agravamento do quadro depressivo ou até mesmo o surgimento da doença em pessoas geneticamente predispostas. “Por isso, pode-se dizer que esses episódios têm duas causas: psicológica e ambiental”, comenta o psiquiatra.

Prescrição médica

Assim, não existe uma forma direta de intervir nos estressores, mas algumas medidas podem ser consideradas preventivas. Para o especialista, um caminho pode ser a reestruturação cognitiva, ou seja, ajudar o paciente mudar a maneira de pensar e lidar com adversidades presentes e passadas. Outra alternativa é adiar um processo de retirada de medicação, nessa época, caso o paciente já tenha um histórico de recaída do quadro depressivo no final de ano.

O tratamento da depressão costuma combinar a psicoterapia e medicamentos, que evoluíram bastante nos últimos anos. Atualmente, existem aqueles que combatem – ao mesmo tempo – os sintomas emocionais e físicos da depressão, como fadiga, alteração de peso e sono, dores de cabeça, nas costas e no pescoço, entre outras. É o caso da duloxetina, uma moderna opção medicamentosa que tem dupla ação, aumentando e balanceando os níveis de serotonina e noradrenalina no cérebro, neurotransmissores responsáveis pelo aparecimento dos sintomas.

É importante ressaltar, porém, que não se deve usar nenhum medicamento sem prescrição e rigoroso acompanhamento médico. Os pacientes com depressão devem também ser encorajados a modificar seus hábitos diários: realizar atividades físicas regulares, manter um período satisfatório de sono diário, ter uma boa alimentação e evitar o uso de substâncias, como anorexígenos, álcool e tabaco.

Principais precauções

  • Beber somente líquidos engarrafados ou enlatados
  • sar somente água tratada quimicamente, passada por filtros especiais ou fervida
  • Preferir alimentos assados e cozidos
  • Optar por frutas e vegetais que possam ser descascados
  • Lavar as mãos antes e após o preparo de alimentos ou refeições

Vacinação em dia

O calendário oficial de vacinas no Brasil inclui a maioria das vacinas indicadas para os viajantes, principalmente para crianças.

  • Sarampo, caxumba e rubéola
  • Difteria-tétano
  • Febre-amarela
  • Meningite meningocócica
  • Varicela (catapora)
  • Gripe (influenza)
  • Raiva
  • Hepatite A
  • Febre tifóide

[Fonte: Paraná Online]

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